De acordo com o Relatório Global de Energia de 2025 da Agência Internacional de Energia (IEA), o CO₂ relacionado à energia₂ As emissões atingiram 37,8 Gt em 2024, um recorde histórico, com um crescimento anual de 0,8%. Ao mesmo tempo, a concentração de CO₂ aumentou.₂ A concentração de CO₂ na atmosfera global atingiu cerca de 422,5 ppm em 2024, um aumento de 3 ppm em relação a 2023 e 50% superior aos níveis pré-industriais.
CO₂ total global₂ As emissões, incluindo as provenientes do uso da terra, deverão atingir 41,6 Gt em 2024, o valor mais alto da história.
Essa tendência contínua de alta está levando as temperaturas globais para perto da linha vermelha de 1,5 ° C estabelecida pelo Acordo de Paris. Cientistas climáticos alertam que, se nenhuma ação rápida de redução de emissões for tomada, isso poderá desencadear um "ponto crítico" e causar consequências catastróficas.
Caminho para a redução de emissões: por onde começar?
1. Descarbonização do sistema energético
A AIE (Agência Internacional de Energia) destacou que, embora o setor energético global continue aumentando as emissões, a energia renovável (solar e eólica) contribuiu com cerca de 2,6 GtCO₂.₂ potencial de redução de emissões
Na Europa, os veículos elétricos a bateria (BEVs) apresentam emissões de gases de efeito estufa 73% menores ao longo do ciclo de vida em comparação com os veículos a gasolina, promovendo um transporte ecologicamente correto.
2. Captura de carbono (CCS) em indústrias com restrições rígidas
A produção de cimento representa cerca de 8% do CO₂ global.₂ emissões. A fábrica de cimento da Heidelberg Materials em Berivik, Noruega, utiliza a tecnologia CCS para capturar e armazenar 400.000 toneladas de CO₂.₂ por ano
3. Instrumentos políticos: imposto sobre o carbono e comércio de emissões
Estudos demonstraram que um aumento de US$ 10 por tonelada de CO₂₂ Um imposto sobre o carbono pode reduzir as emissões per capita em 1,3% no curto prazo e em 4,6% no longo prazo.
4. Soluções naturais e mecanismos justos
O estado brasileiro do Piauí planeja gerar 20 milhões de toneladas de créditos de carbono por ano, reduzindo o desmatamento e implementando essa meta por meio de parcerias público-privadas.
O PNUMA destacou que, até 2030, cerca de 31 Gt de CO₂e podem ser reduzidos por meios naturais, como florestas, o que representa 52% do potencial global de redução de emissões em 2023.
Diante dos desafios, a direção é clara.
Embora as emissões globais totais tenham atingido um novo recorde, a AIE (Agência Internacional de Energia) destacou que as emissões nos países desenvolvidos diminuíram (na Europa, a queda foi de 2,2% e nos Estados Unidos, de 0,5%), e uma tendência de dissociação emergiu. No entanto, as emissões nos países em desenvolvimento (especialmente na Índia e no Sudeste Asiático) continuam a crescer.
A Reuters citou cientistas climáticos alertando que o mundo só poderá controlar o aumento da temperatura em 1,5 ° C se as emissões forem reduzidas pela metade a cada cinco anos a partir de 2025. Isso significa que as emissões precisam ser reduzidas em uma média de 12% ao ano.
O "Relatório sobre a Lacuna de Emissões" do PNUMA também destacou que, para atingir a meta, a economia global precisa de investimentos em larga escala, e que a energia hidrelétrica, a eficiência energética e a proteção dos sistemas naturais devem ser iniciadas imediatamente.
Como implementar isso? Cinco estratégias-chave
1. Estabelecer metas quantitativas de emissão e trajetórias de redução de emissões em fases.
Utilize o modelo de "Menor Custo" ou "Participação Justa" para definir metas para 2030, 2035 e 2050 para setores/países.
2. Acelerar a expansão das energias renováveis e da mobilidade elétrica.
É fundamental priorizar a descarbonização do setor energético e a eletrificação do sistema de transportes. Os veículos elétricos da UE já alcançaram resultados significativos na redução das emissões.
3. Combinar a precificação do carbono com mecanismos de mercado.
Introduzir impostos sobre o carbono e o Sistema de Comércio de Emissões (SCE) no mercado convencional. A definição de preços deve fornecer incentivos a longo prazo e evitar impactos de curto prazo na concorrência global.
4. Promover tecnologias como CCS e BECCS
Em setores difíceis de descarbonizar, como o cimento e o aço, promova tecnologias de captura já consolidadas e construa sistemas transnacionais de armazenamento e operação.
5. Fortalecer o capital natural: florestas, agricultura, etc.
Apoiar projetos de crédito de carbono para proteção florestal com direitos e responsabilidades claros, como o projeto Piauí. Ao mesmo tempo, promover a transformação da agricultura para uma economia de baixo carbono e a restauração ecológica natural.
É urgente agir
As emissões de carbono continuam a bater recordes, mas as tecnologias e ferramentas políticas existentes não estão ausentes. A chave é:
Estabeleça metas claras e quantificáveis (5 anos, 10 anos, 30 anos);
Utilização combinada de eletrificação, precificação de carbono, CCS (captura e armazenamento de carbono) e conservação da natureza;
Fortalecer a cooperação nacional e regional para formar um mecanismo de partilha equitativa.
Como enfatizou a Reuters: "O mundo só pode vencer esta corrida climática se as emissões forem reduzidas pela metade a cada cinco anos." Este é o desafio que enfrentamos agora, e também o único caminho viável. Que políticas, tecnologias e mecanismos justos avancem em sinergia e, juntos, construam um caminho rumo ao "zero líquido".